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Observar-se

“A mente que sabe observar no silêncio jamais questionará aquilo que a vida lhe oferecer!”


Recomeços a cada observar-se!


A carta dessa semana para mim é especial. Eu a escrevo sentada no sofá da sala vazia dos nossos pertences após um último banho gelado no chuveiro desse apartamento onde passamos os últimos 6 anos e meio de vida. Quantas risadas, choros, emoções, chegadas e despedidas. Aqui a minha caçula deu os primeiros passos. Minha primogênita leu as primeiras palavrinhas. Aqui, eu e meu marido “quarentamos”. Sendo honesta, vivenciando Satya, admito, esse lugar deixará saudades.


E por isso aqui me permito entregar-me a Asteya, não roubando de mim o presente dessa despedida que me possibilita reviver todas essas memórias. Mas então me lembro que nada disso me pertence. E que nenhum momento experimentado jamais foi meu, pois nada possuo, tudo me é emprestado, Aparigraha. Preciso desapegar da transitoriedade desse lugar. Seguir em frente. Digerir e viver o próximo presente.


E assim, buscar cuidar da minha energia interna para que ela esteja protegida da melancolia de viver demasiadamente onde já não estou. “Brahmacharya, cuide do seu equilíbrio interno!” Meu coração me faz lembrar.


E então, resumo minha reflexão com o conceito de Ahimsã, da não violência, que aqui me remete a autocuidado. Na certeza de que a vida me proporciona tudo na medida que preciso para usufruí-la a cada fase, e que cabe a mim manter-me preparada e atenta para o que ela tem a oferecer.


Os 5 Yamas sempre. Conceitos éticos da filosofia do Yoga, que nos convidam a refletir a respeito da nossa jornada. Hoje eles me fizeram parar e pensar no silêncio da minha mente, que se despede de mais uma fase, como a vida é mesmo um grande presente!


Com amor,







Para a sua reflexão:

Como o conceito dos Yamas se aplicam a você nesse momento?

Algum deles merece sua atenção agora?

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