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Criando lacunas

“E no pausar, no descansar e no fluir eu desperto para o novo”


Espaços internos


Recentemente tenho vivido dias muito cheios de trabalho, de notícias, grandes novidades, e até algumas tristezas. Isso na minha vida pessoal, sem relevar aqui no assunto Mundo (aquele externo mas ao qual estamos, querendo ou não, visceralmente conectados).

Certamente isso tudo não é exclusividade minha, mas como lidamos e que decisões tomamos, isso sim é individual.


A busca da conexão para o despertar do meu corpo e da minha mente começa todas as manhãs, bem cedo e é nesse ritual que me permito identificar, “exercitar” e acolher o que trago comigo do meu descanso do corpo para o meu tapete de yoga. As práticas variam pois há dias em que preciso mais de “colo” e deixar o corpo repousar em Savasana (com a mente repousando na respiração) é curativo. Outras vezes, aquecer o corpo, suar com movimentos intensos, de equilíbrio e de força é o que busco para imergir no fluir da mente que acompanha os asanas e não vaga pro longe ou para aquilo que não é o agora podendo esperar. E em outras tantas vezes, o que sinto precisar é aterrar, sentir meu corpo respirar do topo da cabeça descendo para os quadris, e em posição sentada, ser tocado pela terra, e se energizar com o acolhimento precioso dos braços do meu espaço criado.


Quando falo de espaço criado, me refiro tanto ao físico, do quarto, da luz do sol entrando pela janela, da textura do meu tapete, da essência exalada pela vela acesa e pela música de fundo (se bem que muitas vezes o canto dos pássaros lá de fora soam muito melhor!). Mas tem também o vasto espaço interno, esse sem limites de paredes. Essa abundância rica em sabores, em sensações é exclusiva e está sempre disponível, carregada conosco pra onde vamos. Mas precisamos trazer a mente para esse espaço senão, de novo, ela vaga.


Acompanhar as mutações internas, flutuações da mente, os incômodos perceptíveis e aqueles que nem tanto queremos perceber, faz parte da nossa jornada como seres em evolução. Temos assim, a grande oportunidade de viver na exploração, conquistando sabedorias ou de se acomodar na conformação, acreditando ser tudo “assim mesmo”. Flua na totalidade do ser, deixando ir os apegos e vivenciando o inusitado.

Namaste


Com amor,






Para a sua reflexão:

Com que frequência você abre espaço - na agenda, na sua casa, internamente - para si mesmo?

O que e como você faz para cultivar esse espaço conquistado?

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