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Abrir-se

“Respire profundamente por três vezes, traga o seu olhar para dentro e acolha esse novo encontro.”


Abrir-se para o novo com um novo olhar.


Há quase 11 anos atrás chegávamos no Reino Unido, em família, para viver mais uma expatriação. Mudar de casa, de país, de estilo de vida pode parecer muito glamouroso mas traz grandes desafios no dia a dia.


São muitos os aprendizados. Aprendemos e aperfeiçoamos a nova língua, aprendemos os novos caminhos para o supermercado, escola das crianças e de retorno para o novo lar. Aprendemos novas formas de fazer amigos. Nem sempre de forma fácil e rápida esses novos aprendizados chegam. Mas com eles, também chegam novos entendimentos para com a vida.


Lembro-me de que tive que gerir por muitas vezes a paciência diante de tantas frustrações em relação a esperar algo e encontrar o inesperado. Fazer e refazer várias atividades ainda não familiares àquela altura almejando atingir resiliência. Redescobrir habilidades deixadas pra trás mas que nas novas circunstâncias se fizeram necessárias e revalorizadas.


Mas o que fica claro nas minhas ações até hoje é a atitude aberta para tornar-me múltipla e mais receptiva diante de opções novas. E isso só acontece se nos colocamos à disposição para a aceitação do novo. Abrir-se para padrões frescos que se apresentam para sacudir nossos apegos ao que já é conhecido e insistimos em agarrar com unhas e dentes. Um bom exemplo disso é a culinária. Quantos sabores e experiências tanto novas como ricas nos fogem se o nosso ponto de partida for “não sei se vou gostar”, “tem uma cara esquisita” ou “prefiro não arriscar”.


Exercitar nossa flexibilidade no olhar, no posicionar-se no mundo, no encarar o novo requer trabalhar com disciplina nossas resistências desmedidas e antigas. Ao trazermos a equanimidade para o dia a dia, nessa vida, onde o “gosto” e o “não gosto” ou o “bom” e o “ruim” imperam, é oferecermos a nós mesmos oportunidades mais alinhadas e em sintonia com a experiência do presente em si e não a passada que insiste em se manifestar.


Estar na vida, no presente, é experimentar a existência na sua plenitude e assim ter a clareza das decisões tomadas e caminhos percorridos.


Com amor,






Para a sua reflexão:

Quando foi a última vez em que você experimentou uma grande mudança?

Você conseguiu enxergar o antes e o depois com clareza enquanto experimentando a mudança ou apenas colheu os resultados?

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