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Forças e fraquezas

“A força interior vem da compreensão da transitoriedade de cada momento.”


Transformando-se a cada experiência…


Outro dia, me programei para nadar com uma amiga. Era sexta-feira de uma semana intensa. Após tentativas malsucedidas de agendamento no aplicativo, finalmente consegui pagar por uma vaga na piscina às 8:00h da manhã seguinte. Levantei ainda no escuro do inverno britânico. Me preparei na quietude que evita acordar as crianças adormecidas. Despedi-me do marido. Parti na caminhada que me levaria ao encontro das águas aquecidas para mergulhar no flow da minha natação… 30 minutos depois chegava ao ginásio para “a” surpresa. A salva-vidas plantonista não aparecera. “Sem a presença dela, não podemos abrir a piscina. Peça o reembolso do valor pago!”, avisaram. Fim da natação!


Na hora, raiva e frustração. Tanto para nada! Afinal quem acorda cedo em pleno sábado para ir nadar nesse frio sabe o que esperar. E a gente sabia! Olhei para a minha amiga que estava igualmente indignada com o contexto todo. Caminhamos para fora do ginásio. “O que haveria acontecido à salva-vidas?”, “Como a gerência poderia ter agido?” Questionamentos em vão... Após digerirmos os primeiros sentimentos, sentamos para tomar o café que salvaria nossa manhã até então perdida e nos permitiria retornar ao nosso equilíbrio interno pelas trocas valiosas e risadas descontraídas.


Um exemplo pequeno mas que ilustra o potencial das situações que nos tiram do controle e despertam fraquezas comuns a todos nós. Raiva, frustração, julgamentos são sentimentos menos nobres que convidam a trabalharmos nossas essências. Quando algo sai “errado”, pode ser difícil digerir as inconveniências com agilidade, e pior, às vezes carregamos os resultados dos fracassos pela vida toda. O que fazer então?


Limitarmos nossas experiências? Deixaríamos de experimentar a vida na sua potencialidade por medo de errar! Suprimir reações? Adoeceríamos! Não criar expectativas? Grande desafio em um mundo de tantos estímulos! Para esse impasse, urge sabermos lidar com o inesperado e entender como transformar sentimentos desagradáveis em algo construtivo. O que o Yoga ensina?


Estar atenta ao presente e perceber que somos parte do todo.


Tratar a si e aos outros com empatia evitando julgamentos que só atrapalham nosso discernimento da realidade.


Compreender que não controlamos os acontecimentos externos.


Aprender a fluir na transitoriedade dos momentos, mantendo-se curioso em relação ao instante seguinte.


A meditação é comprovadamente um exercício eficaz de observação da impermanência da vida. Com a prática, amadurecemos o entendimento de que as adversidades são o que nos fortalecem internamente, se as analisarmos com autocompaixão. Afinal, para cada fraqueza haverá sempre uma força a ser desenvolvida. Vamos juntas nessa transformação?


Com amor,







Para a sua reflexão:

Qual fraqueza você gostaria de trabalhar? Como transformá-la em algo valioso?


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